Presidente do associativo explica ação contra SAF: "Se não fosse o Botafogo, o Lyon não iria existir"

João Paulo Magalhães Lins diz que "adora Textor", mas afirma que tomou decisão para proteger clube: "Quero paz", garante o dirigente

| GLOBOESPORTE.COM / SERGIO SANTANA


John Textor entre João Paulo Magalhães e Durcesio Mello — Foto: Vítor Silva/Botafogo
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O presidente do Botafogo, João Paulo Magalhães Lins, explicou nesta terça-feira os motivos de ter entrado com uma ação na Justiça contra a Eagle, na qual cobra R$ 155 milhões da empresa criada por John Textor. A medida pegou de surpresa os representantes da SAF.

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Em contato com o ge, Magalhães Lins explicou que a ação é de cunho financeiro e parte do princípio de conseguir um alívio aos cofres. O representante citou o Lyon, clube que faz parte da Eagle e rompeu com John Textor após problemas financeiros na França.

— Meu objetivo é proteger o Botafogo. Hoje o Botafogo está vivo por causa da equipe que comanda a SAF sob o comando do Thairo (Arruda, CEO). O Botafogo consegue com muito esforço honrar seus compromissos - afirmou João Paulo.

— Os investidores estrangeiros entraram em briga e não estão aportando dinheiro no Botafogo. Vai chegar uma hora em que o Thairo não vai conseguir continuar fazer milagres e vamos precisar dos investidores para que os compromissos feitos por ordem deles sejam cumpridos - completou.

Há uma polêmica envolvendo valores destinados ao Lyon. Os dois clubes participaram de inúmeras transferências enquanto estiveram na Eagle dentro do modelo de "caixa único" de Textor - as idas de Almada e Adryelson para a França são exemplos.

O americano utilizou recursos do Botafogo para ajudar financeiramente o Lyon, que correu risco de ser rebaixado na última temporada por má administração. Em entrevista ao ge no mês passado, o empresário afirmou que não se arrepende dos movimentos.

— Meu objetivo é que eles (Textor e investidores) se entendam e que resolvam o problema do Botafogo. Pois eu só estou vendo esforços deles para resolver a vida do Lyon, que só existe hoje por causa das inúmeras ajudas que o Botafogo fez - admitiu Magalhães Lins.

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Na visão de Textor, o clube carioca deve mais de R$ 850 milhões ao Lyon, que, por sua vez, emprestou mais de R$ 490 milhões ao time brasileiro.

— Quero paz! Adoramos o Textor e somos todos muito gratos a ele. Mas o Botafogo não pode ser prejudicado Eu acho que o Textor também é vitima. Porque ele deu o dinheiro do Botafogo para salvar o Lyon, e agora o Lyon não devolve o dinheiro para o Botafogo. Se não fosse o Botafogo, o Lyon não iria existir - finalizou.

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