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Pelo terceiro ano consecutivo, o HU (Hospital Universitário), da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados, amplia a oferta de programas de residência médica, uniprofissional e multiprofissional, fortalecendo a formação de profissionais para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Para 2026, a instituição passa a contar com programas inéditos em Nefrologia, Neonatologia, Enfermagem Neonatal e Gestão da Saúde Indígena. As aprovações, oficializadas pelo Ministério da Educação (MEC) entre agosto e dezembro de 2025, totalizam 16 vagas anuais.

Editais de seleção

A seleção para os programas de residência ocorre em dois processos seletivos diferentes, sendo o primeiro para a residência médica e o segundo para os programas de residência uniprofissional e multiprofissional. A distribuição inclui as residências médicas em Neonatologia, com 4 vagas e pré-requisito em Pediatria, e em Nefrologia, com 2 vagas e pré-requisito em Clínica Médica. O processo para a residência médica ocorre com edital de seleção específico pelo Exame Nacional de Residência (Enare).

Também foram aprovadas a Residência Uniprofissional em Enfermagem Neonatal, com 4 vagas, e a Residência multiprofissional em Gestão da Saúde Indígena, com 6 vagas, destinadas às áreas de enfermagem, psicologia, serviço social e fisioterapia. A seleção para esses programas também ocorre em edital específico disponível aqui. (clique para acessar)

As ofertas incluem os primeiros programas de residência em subespecialidades médicas do hospital, voltados à formação avançada de especialistas. Ainda este ano, as residências do HU de Dourados contarão com até 30 novas vagas, entre ampliação e implantação de novos programas. 

Novos programas

Segundo o gerente de Ensino e Pesquisa do HU, Thiago Pauluzi Justino, os novos programas adotam uma estrutura moderna, alinhada às exigências regulatórias, educacionais e assistenciais, acompanhando uma tendência global de atualização da formação médica.

“A reorganização dos plantões e dos modelos de rotação, com separação entre atividades hospitalares e ambulatoriais, melhora a organização do trabalho, o aprendizado dos residentes e a continuidade do cuidado”, destaca.

Ele acrescenta que, além da formação clínica, os programas passam a incorporar conteúdos estruturados de gestão em saúde, preparando profissionais mais qualificados para a atuação no SUS e para o mercado de trabalho contemporâneo.

Para o professor Thiago, a aprovação de novos programas pelo terceiro ano consecutivo reafirma o papel estratégico do HU de Dourados na formação de profissionais qualificados e na ampliação do acesso da população regional a uma assistência mais resolutiva e baseada em evidências. “Trata-se da maior expansão de programas de residência desde a criação do hospital, com impacto direto na saúde pública e no desenvolvimento regional”, conclui.

Gestão da Saúde Indígena

O programa voltado à Gestão da Saúde Indígena destaca-se como uma iniciativa pioneira e estratégica no HU. Trata-se do primeiro programa do hospital voltado exclusivamente à formação de gestores em saúde indígena, com enfoque multiprofissional e intercultural. “Enquanto outras residências abordam a saúde indígena de forma pontual ou temática, esta proposta estrutura um percurso formativo especializado de 24 meses, integrando seis categorias profissionais — enfermagem, fisioterapia, nutrição, psicologia, farmácia e serviço social — em um eixo comum: a gestão de serviços e políticas de saúde para povos indígenas”, explica a enfermeira Indianara Machado, especialista em Saúde Indígena.

Segundo Indianara, o estado do Mato Grosso do Sul concentra a terceira maior população indígena do Brasil, e a região de Dourados reúne a maior população indígena do estado, conforme dados do Sistemas de Informações da Saúde Indígena (SIASI-DSEI/MS). “Esse contexto impõe desafios complexos e urgentes à saúde pública, como a necessidade de atendimento qualificado, a articulação entre o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS), a Rede de Atenção à Saúde (RAS), além da gestão de serviços que considerem as especificidades culturais, linguísticas e territoriais dos povos Guarani, Kaiowá e Terena”, ressalta.



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