Palmeiras rescinde contrato de patrocínio com a Fictor após pedido de recuperação judicial

Clube emite nota oficial e "estuda as providências legais cabíveis para o recebimento dos valores devidos"; entenda como a empresa entrou em crise por envolvimento com Banco Master

| GLOBOESPORTE.COM / EDUARDO RODRIGUES E THIAGO FERRI


Camisa do Palmeiras com a marca da Fictor — Foto: Divulgação
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O Palmeiras rescindiu o contrato com a Fictor nesta segunda-feira, após o grupo entrar com pedido de recuperação judicial como consequência da crise em que se envolveu ligada ao Banco Master.

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– A Sociedade Esportiva Palmeiras informa a rescisão do contrato de patrocínio com a Fictor, em razão de inadimplemento contratual e do pedido de recuperação judicial realizado pelo grupo, conforme previsto no acordo pactuado entre as partes em março de 2025. O clube estuda as providências legais cabíveis para o recebimento dos valores devidos pela Fictor – afirmou o clube em nota.

A parceria entre o Verdão e a empresa se iniciou em março de 2025, com um contrato de três anos, renovável por mais um, e que renderia R$ 30 milhões por temporada ao clube, sendo R$ 25 milhões fixos, além de R$ 5 milhões em metas.

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A reportagem apurou que a dívida com o Palmeiras citada pela Fictor no pedido de recuperação judicial se refere ao pagamento da parcela de patrocínio mais recente e de bonificações por resultados esportivos. Os pagamentos deveriam ter sido feitos ao longo do mês de janeiro, o que não aconteceu.

A Fictor, por sua vez, entende que será necessário aguardar o avançar do processo de recuperação judicial para discutir valores, já que o Palmeiras se tornou um de seus credores.

Até o início do ano, o segundo maior patrocinador alviverde vinha fazendo depósitos em dia, mas viu os problemas aumentarem recentemente.

A Fictor se tornou personagem no caso do Master, pois em novembro um de seus sócios liderou um grupo com proposta para adquirir o banco. O processo foi suspenso após o Banco Central anunciar a liquidação extrajudicial da instituição.

A patrocinadora do Palmeiras disse que este caso afetou a reputação do grupo "por especulações que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding", segundo nota enviada ao g1.

Ainda assim, o grupo argumentou que até o momento não foram registrados atrasos, e a recuperação judicial "visa equilibrar a operação e assegurar o pagamento dos compromissos financeiros", que somam cerca de R$ 4 bilhões.

Mesmo com o nome envolvido na maior polêmica recente do mercado financeiro brasileiro, a Fictor não atrasou pagamentos ao Palmeiras. Por isso, o clube manteve o contrato até então.

A empresa estampa as costas do uniforme masculino e feminino do Palmeiras, e é a patrocinadora máster da base. Isto porque casas de aposta não podem ser estampadas nos uniformes de equipes que não sejam profissionais, e o Verdão tem contrato com a Sportingbet.

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