Esportes
Gatilho da bola, amplitude e jogo de atração: ge explica dicionário de Roger Machado no São Paulo
São-paulino tem costume de utilizar termos técnicos que não facilitam a compreensão do torcedor
| GLOBOESPORTE.COM / EDER TRASKINI E LEONARDO MIRANDA
O técnico Roger Machado vem chamando atenção no São Paulo pelo vocabulário técnico utilizado em entrevistas coletivas. Os termos mais rebuscados têm sido alvo de críticas por dificultarem o entendimento.
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O discurso, porém, não é novidade. Roger se comunica dessa forma desde o início da carreira, levando para as coletivas conceitos táticos avançados que dividem opiniões. Ele, por exemplo, antecipou, em detalhes, um problema do Tricolor no jogo contra a Chapecoense, que foi justamente a forma como o time perdeu o clássico contra o Palmeiras dez dias depois.
– Fizemos uma pressão alta e o adversário conseguiu inverter o jogo, faz parte, paciência. Eu não sigo fazendo pressão alta, eu corro em diagonal à bandeirinha de escanteio, espero colocar mais gente atrás da linha da bola para me organizar de novo para pressionar. No sistema (sem pontas), como você tem mais gente pela zona central do campo, automaticamente você precisa conseguir trancar o adversário nesse lado do campo. As inversões podem nos castigar. Isso não consegui trabalhar – explicou Roger, dias antes de Flaco López, em um momento de pressão do clássico, inverter o jogo para Arias, que teve espaço para avançar e marcar.
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Abaixo, o ge preparou um dicionário de termos táticos diferentes utilizado pelo novo comandante são-paulino.
MEIOS CORREDORES
É aquele espaço entre o lateral e o zagueiro, normalmente no começo da área. É uma região difícil de marcar, por onde saem movimentações dos pontas e dos laterais.
REGRA DO GATILHO DA BOLA RODADA PARA TRÁS
Quando o adversário não tem espaço pra tocar a bola pra frente e toca pra trás. É nesse momento que o Roger pede pro time pressionar mais alto, pois a chance de roubar a bola cresce. Um exemplo (justo no gol do Palmeiras): quando o jogador toca para trás, o time inteiro sobe e começa a sufocar a marcação.
CRUZAMENTO DE QUINA
É o cruzamento que é feito com a ponta do pé. Por isso, sai com menor precisão do que os cruzamentos com a chapa do pé.
VAZAR DE UM LADO AO OUTRO
Quando a marcação não consegue roubar a bola antes do adversário inverter de lado. Por isso o termo "vazar": é como se o São Paulo deixasse o adversário vazar por um lado do campo. Um exemplo aqui: o Palmeiras consegue sair de um lado para outro. Veja como o adversário está livre, sem ninguém do São Paulo marcando.
G1, G2 e G3
G1 são os considerados titulares, que atuaram mais minutos. G2 são os reservas que entraram e atuaram menos minutos. G3 são os jogadores que completam o time, normalmente quando a base sobe.
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