Esportes
Argentino sem churrasco: Lucho Acosta, do Fluminense, explica por que parou de comer carne
Meia diz que desenvolveu hábito por indicação de médicos quando jogava no México
| GLOBOESPORTE.COM / JéSSICA MALDONADO E MARCELLO NEVES
É difícil ver um argentino que goste de carne, mas que não come por opção. Porém, isso acontece com o meia Lucho Acosta, do Fluminense. Em entrevista ao ge, ele explicou que abrir mão de um de seus prazeres da vida, que é comer churrasco, virou rotina há pelo menos cinco anos.
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A restrição à carne acontece durante aproximadamente 11 meses, ou seja, o período em que ele está jogando, e começou com uma orientação médica quando atuava pelo Atlas, do México, entre 2020 e 2021.
— É um costume que já faz um tempo que eu faço, falei com nutricionista, doutores, para saber como suplantar essa carne. Então, para mim não faz diferença. Sou um argentino que não come carne (risos).
— A carne tem muito clenbuterol, e os doutores do time falavam que não podia carne dois dias antes do jogo. Então, tomei o costume. Me sentia bem, me sentia que descansava melhor, recuperava melhor. Comecei a falar para a minha família para parar de comer carne. Paramos. Durante a temporada, comecei a fazer essa dieta. Suplanto com outras proteínas. Quando chega o momento que acaba a temporada, férias e volto para a Argentina, aí é difícil. Como um pouco de carne quando chego na Argentina, meu pai me espera com um churrasco (risos). Mas tento não comer.
O meia explicou que passou a evitar carne por causa do clenbuterol, uma substância que já gerou alerta em vários países. Em 2011, mais de 100 jogadores testaram positivo para clenbuterol durante a Copa do Mundo Sub-17, disputada no México, e a própria FIFA concluiu que a causa mais provável foi o consumo de carne contaminada, não doping.
Em 2018, durante uma competição amistosa disputada no México, Gabriel Menino, agora no Santos, mas na época, do Palmeiras, foi flagrado no exame antidoping. Ele foi punido e afastado até dos treinamentos no Verdão por 45 dias, mas o clube e a CBF conseguiram provar a inocência do atleta, contaminado por causa da alimentação.
O clenbuterol é um medicamento para tratamento respiratório de equinos, mas também é utilizado de forma irregular na pecuária, para acelerar o ganho de massa magra dos animais. Em humanos, pode acelerar a perda de gordura, porém é perigoso e considerado doping para atletas mesmo sem uso intencional.
Lucho Acosta usou a experiência no México para evitar algum mal no futuro. De lá, ainda passou pelo FC Cincinnati e FC Dallas (ambos dos Estados Unidos) até chegar ao Fluminense no ano passado.
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