Policial
Esquema de segurança nas eleições vai ter 3,5 mil policiais, avião e helicópteros
Forças de segurança detalharam ontem operação montada para garantir tranquilidade durante a votação neste domingo
| CORREIO DO ESTADO / DAIANY ALBUQUERQUE E NAIARA CAMARGO
As forças de segurança de Mato Grosso do Sul montaram um esquema que envolve o emprego de 3,5 mil agentes públicos, 557 viaturas e 3 aeronaves para garantir a paz no domingo, dia destinado ao primeiro turno das eleições deste ano.
Além das Polícias Militar, Civil e Federal, o esquema também reúne agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM), do Exército Brasileiro, da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Defesa Civil, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e da Polícia Científica.
Dos 3,5 mil servidores, a Polícia Militar entrará com o maior efetivo, serão 887 policiais. Já a Polícia Civil terá 600 servidores; 28 equipes sairão de Campo Grande para municípios do interior do Estado onde não há presença da Polícia Federal.
Já o Corpo de Bombeiros disponibilizará 300 agentes que atuarão no atendimento de ocorrências relacionadas a intempéries do tempo, caso elas aconteçam. A GCM terá 112 guardas e a Polícia Federal, 37 agentes.
Para esta eleição houve um aumento de aeronaves, serão dois helicópteros e um avião, um a mais do que em 2024.
“Nosso efetivo já está todo empenhado na operação, mas a partir das 6h30min do dia 4 a gente deve ter uma elevação do efetivo. A gente vai instalar o centro de comando de controle, que monitora todas as ações”, afirmou o secretário-executivo de segurança pública de Mato Grosso do Sul, o coronel da PM Wagner Ferreira da Silva.
“A gente tem uma grande preocupação com os furtos. Também temos verificado que no entorno dos locais de votação, num raio de 100 metros a 150 metros, a violência doméstica tem sido registrada; esse é um grande ponto de atenção para esse pleito”, completou o secretário-executivo.
Ainda segundo Ferreira, os crimes eleitorais têm diminuído no Estado, mas ainda é possível encontrar casos de boca de urna, derramamento de santinhos, compra de votos, aglomeração e uniformização de eleitores.
“Enquanto segurança pública, a gente está atento a todos os movimentos, as equipes de inteligência continuam o monitoramento, a gente tem um trabalho estruturado para fazer a prevenção no dia de votação, estamos em contato direto com a Polícia Federal, fazendo a constante troca de informações, para que a gente
possa encerrar o dia 4 com tranquilidade”, continuou Ferreira. Os maiores pontos de preocupação dos agentes da saúde serão Campo Grande, que reúne a maior parte dos eleitores, a região de Dourados e o sul do Estado, onde, conforme o secretário-executivo, houve um número superior de ocorrências registradas no último pleito, em relação ao que ocorre normalmente em Mato Grosso do Sul.
“A gente tem percebido, pela análise dos últimos pleitos, que a região de Dourados e a região sul do Estado têm sido locais onde há registros acima da média, então são zonas que nos preocupam e que a gente vai manter grande atenção”, disse o coronel.
Neste ano, assim como nas eleições de 2024, também não haverá a decretação da Lei Seca, que proíbe lugares de vender bebidas alcoólicas. Isso porque análises mostraram que não há impacto nas ocorrências envolvendo a liberação ou não da venda de álcool.
O secretário-executivo orienta ainda que, em caso de qualquer ocorrência, a população deve recorrer ao 190, que também estará com o efetivo ampliado para atender a todas as ligações.
Porém, o Corpo de Bombeiros deverá ser acionado pelo 193 em caso de ocorrências relacionadas a alterações no clima.
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