Auto
Carros elétricos: mitos e verdades sobre carregamento e bateria
Apesar de estarem cada vez mais presentes no mercado global, os veículos eletrificados ainda causam muitas dúvidas entre os consumidores
| ÚLTIMO SEGUNDO / ALEXIA CORREAALEXIA CORREAALEXIA CORREA é ESTUDANTE DE JORNALISMO E ESTAGIáRIA DA EDITORIA CARROS DO IG, ACOMPANHANDO AS PRINCIPAIS NOVIDADES DO MUNDO AUTOMOTIVO. POSSUI EXPERIêNCIA EM REDAçãO, APURAçãO E DESENVOLVIMENTO DE PAUTAS, BUSCA
Mesmo com o crescimento abundante de novos modelos no mercado, principalmente no Brasil, existem ainda muitas dúvidas entre os consumidores de como manter a vida útil do conjunto elétrico de um veículo.
Um dos questionamentos que mais pesa na hora de escolher entre um carro à combustão e um carro elétrico é se a manutenção acaba saindo mais em conta. Para os eletrificados, é sim verídico que sua revisão possa ser mais barata.
Por equipar um conjunto mecânico mais simples e menos peças, como itens que podem desgastar com mais facilidade (velas, correias, polias), as manutenções dos veículos elétricos e híbridos apresentam um melhor custo benefício.
Além disso, o sistema de freios destes veículos também possui um custo menor de manutenção, afinal, são usados para ajudar na recarga da bateria. Assim, pastilhas e discos de freio acabam tendo um desgaste menor com o passar do tempo.
A maior dúvida que envolve os carros elétricos é se, com o tempo, a bateria pode viciar por conta do carregamento, e isso não passa de um mito.
O chamado “efeito de memória' corresponde à perda de capacidade de energia caso não haja recarga completa do veículo. Esse problema, que era comum nas antigas baterias de níquel-cádmio, foi solucionado com os novos equipamentos de ion-lítio.
Hoje, mesmo que não sejam recarregadas totalmente, as baterias não sofrem qualquer tipo de dano e ainda podem apresentar garantia de até 8 anos de uso. Mesmo assim, é recomendado deixar o nível de carga do veículo sempre entre 20% e 80%, se possível.
Nem todos os proprietários de carros elétricos podem equipar um ponto de carga em casa e acabam optando por conectar o veículo em uma tomada residencial. Isso é permitido, desde que os adaptadores de energia sejam projetados para aguentarem a corrente necessária para carregar um carro elétrico.
Caso as tomadas residenciais não forem próprias para a ocasião, os riscos de superaquecimento e de acidentes, como incêndios, podem ser muito maiores. Além disso, uma infraestrutura inadequada para o carregamento pode afetar diretamente na vida útil das baterias.
Um dos principais mitos que envolvem os carros elétricos e híbridos é se o carro pode dar choque. Os proprietários não devem se preocupar, afinal, as baterias são instaladas no assoalho do veículo e já saem de fábrica completamente vedadas.
Em casos de acidentes e colisões, o fluxo de energia do veículo é interrompido imediatamente, evitando a possibilidade de haver um choque eletrostático ao encostar no carro.
Uma dúvida também muito comum acerca do carregamento de um veículo elétrico é se estes podem ser recarregados na chuva, e isso é totalmente permitido, já que modelos movidos à bateria são resistentes ao clima.
Apesar do receio envolvendo água e eletricidade, existem diversas proteções para a resistência contra água, poeira e outros resíduos que podem estragar o cabo de conexão. No entanto, nenhum automóvel é projetado para ficar submerso, tanto os elétricos quanto os carros convencionais.
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