Tereza rejeita Ministério da Agricultura e influenciará escolha de Flávio para Itamaraty

Senadora rejeita voltar para pasta e pode disputar presidência do Senado

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Senadora mira comando do Senado / Kebec Nogueira - Metrópoles
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Cotações

Com Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Lula (PT) no primeiro turno da disputa ao Palácio do Planalto, interlocutores do senador já começaram a discutir, nos bastidores, possíveis nomes para compor um eventual governo. 

Por enquanto, uma das peças-chave para a composição ministerial será a senadora Tereza Cristina (PP), que chegou a ser cotada como a ''vice dos sonhos'' de Flávio, mas não conseguiu o posto por falta de acordo com seu partido.

Ex-ministra da Agricultura do governo Bolsonaro, Tereza indicou a Flávio, em conversas reservadas, que não quer retornar à pasta. Segundo aliados, a senadora do PP argumenta que as pessoas não devem voltar para um lugar de onde saíram bem. 

Nesse cenário, aliados de Flávio dizem que Tereza deve ter influência na escolha do senador para o Itamaraty, justamente com o objetivo de abrir novas portas para o agro brasileiro. Os dois, inclusive, têm conversado sobre o mercados externos.  

A eventual influência de Tereza na área diplomática  resolveria uma antiga disputa por protagonismo entre o Ministério da Agricultura (Mapa) e o Itamaraty sobre quem é o responsável por negociar espaço para os produtores brasileiros em novos mercados.

A escolha de Tereza também pode significar o ''veto a radicais'' que a coordenação da campanha de Flávio tem sinalizado aos partidos. Um dos cotados, até então, para o Itamaraty era o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que prometia uma caça às bruxas na pasta.

A própria Tereza tem sido apontada como um possível nome para comandar o Ministério das Relações Exteriores. Aliados da senadora dizem, contudo, que a prioridade dela será tentar se eleger presidente do Senado em 2027.

Centrão se movimenta

Para o Ministério da Agricultura, há dois cotados. Um deles é o deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), atual presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que declarou publicamente apoio a Flávio no segundo turno. Em encontro com a bancada ruralista na terça-feira (6/10), o próprio Flávio sinalizou que a FPA indicará o nome do futuro ministro da pasta. Outro cotado para área é Mauro Mendes, ex-governador de Mato Grosso eleito senador pelo estado no domingo (4/10).

Quem também pode surgir como opção é Ronaldo Caiado. O ex-candidato do PSD à Presidência da República tem seu nome ligado ao agronegócio, mas também é cotado para assumir o Ministério da Segurança Pública, uma nova pasta.

Velhos conhecidos

O Ministério de Minas e Energia também já aparece com um possível ministro: o economista Adriano Pires. Ele é ex-diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Mauro Mendes também é citado como opção para a pasta. Adriano é um dos colaboradores da campanha de Flávio Bolsonaro na área. Ele chegou a frequentar eventos ao lado da ex-presidente da Caixa Econômica Daniella Marques para falar sobre os planos de um eventual governo bolsonarista.

Daniella, por sua vez, também pode assumir uma pasta na área social. Internamente,, o nome dela também é citado para a presidência do BNDES, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, sediado no Rio de Janeiro. Para a Fazenda, o favorito é o banqueiro Marcelo Kayath. Ex-Credit Suisse, ele foi o responsável por recepcionar empresários e investidores em jantares com Flávio, sendo um no dia 27 de agosto, em São Paulo, e outro em Miami, em maio.

Outro nome para ministro da Fazenda que cresceu bastante nos últimos dias foi o de Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central no governo Bolsonaro. Atualmente, Campos Neto trabalha como executivo do Nubank

Nos ministérios palacianos, surgem dois nomes. O primeiro é o do coordenador-geral da campanha, Rogério Marinho (PL-RN). O plano inicial de Marinho, contudo, é disputar a presidência do Senado em 1º de fevereiro de 2027.

Outro citado para um ministério palaciano é o de Ciro Nogueira (PP), que não conseguiu se reeleger senador e articulou o apoio formal da federação União Progressista a Flávio neste segundo turno. Ciro teve uma conversa a sós com Flavio na terça-feira.  



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