Sidrolândia tem dois casos de recuperação judicial no agro, com dívidas de R$ 43,8 milhões

MS registrou 216 pedidos em 2025; no município, decisões envolvem um produtor de soja e milho e uma família de quatro agricultores.

| REGIãO NEWS/REDAçãO/REGIãO NEWS


Produção de soja. Foto: Agência de Notícias de MS
publicidade

Cotações

Dois grupos de produtores rurais de Sidrolândia obtiveram decisões favoráveis em processos de recuperação judicial neste mês de outubro, envolvendo passivos informados que somam R$ 43,8 milhões. Os casos expõem a pressão financeira sobre o agronegócio em um cenário de crédito rural mais restrito, juros elevados e custos crescentes de produção. ✅   Receba no WhatsApp as notícias do RN

Em Mato Grosso do Sul, o número de pedidos de recuperação judicial no agronegócio aumentou 118% em 2025, chegando a 216 solicitações, segundo dados da Serasa Experian citados pela Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS). O estado ficou na quarta posição nacional.

No primeiro trimestre de 2026, foram registrados outros 38 pedidos, alta de 52% em relação ao mesmo período de 2025 . O número corresponde apenas aos três primeiros meses deste ano e não representa o total anual.

Em Sidrolândia, um dos processos envolve um produtor com passivo estimado em R$ 12,1 milhões. O outro é de quatro produtores da mesma família, com dívida total informada de R$ 31,7 milhões.

Nesse segundo caso, a relação de credores apresentada à Justiça soma R$ 30,05 milhões, diferença de R$ 1,65 milhão em relação ao passivo total. Os dados disponíveis não esclarecem a origem da divergência.''

Justiça concede proteção a produtor com dívida de R$ 12,1 milhões

A Vara Regional de Falências, Recuperações e de Cartas Precatórias Cíveis de Campo Grande deferiu o processamento da recuperação judicial de um produtor rural de Sidrolândia que atua principalmente no cultivo de soja e milho. A decisão foi assinada pelo juiz José Henrique Neiva de Carvalho e Silva.

Segundo os autos, a crise financeira se agravou apesar das tentativas de renegociação de obrigações bancárias . Entre os fatores apontados estão o aumento dos custos de produção e dos juros, as oscilações nos preços das commodities, a escassez hídrica e a queda de produtividade.

✅  Clique aqui para seguir o RN no Facebook 

O produtor também enfrenta execuções de fornecedores, medidas de busca e apreensão de maquinários, protestos, restrições de crédito e uma execução fiscal estadual. A constatação prévia realizada no processo apontou viabilidade da atividade rural e cumprimento dos requisitos legais para o processamento da recuperação judicial.

A Justiça determinou a suspensão, por 180 dias corridos, das ações e execuções contra o produtor e reconheceu a essencialidade de máquinas agrícolas, tratores e veículos utilizados nas fazendas, permitindo a manutenção da posse desses bens para preservar a continuidade da produção.

O pedido para suspender imediatamente protestos e restrições cadastrais foi negado nesta fase. O produtor deverá apresentar o plano de recuperação em até 60 dias, acompanhado de documentação financeira e projeções de fluxo de caixa.

Família renegocia dívida de R$ 31,7 milhões

O segundo processo envolve quatro produtores da mesma família, que cultivam grãos em terras arrendadas. A Justiça aceitou o plano de recuperação judicial apesar de a entrega ter ocorrido com um dia de atraso em relação ao prazo legal.

A decisão considerou que os produtores vinham cumprindo as obrigações impostas e que a decretação da falência poderia provocar prejuízos aos envolvidos, inclusive aos credores.

✅  Clique aqui para seguir o RN no Instagram

O passivo total informado no processo é de R$ 31,7 milhões. Já a relação de credores apresentada pela família reúne 35 lançamentos, que somam R$ 30,05 milhões . A diferença entre os valores é de R$ 1,65 milhão, cuja origem não foi detalhada nas informações disponíveis.

Na lista, o Sicredi aparece como principal credor, com R$ 12,99 milhões, seguido pelo Banco do Brasil, com R$ 8,52 milhões. Juntos, os dois concentram cerca de 72% do total relacionado. A cooperativa agroindustrial Coamo aparece na sequência, com R$ 3,03 milhões.

Segundo o histórico apresentado no processo, a família iniciou a atividade agrícola na safra 2016/2017, utilizando recursos da venda de gado de corte para plantar em áreas arrendadas. A partir de 2020, o encarecimento dos insumos reduziu as margens da produção, enquanto os produtores ampliavam a área cultivada e recorriam a financiamentos bancários.

Desde 2023, estiagens sucessivas, perdas de produtividade e preços menores dos grãos agravaram a situação . A família passou a contratar novos empréstimos para cobrir obrigações anteriores, até enfrentar restrições na concessão de crédito.



Clique aqui e confira as últimas notícias de Itaporã! 

Siga o Itaporã News no Youtube!

Grupo do WhatsApp do Itaporã News Aberto!

WhatsApp. VIP do Itaporã News clicando aqui!"

WhatsApp do Itaporã News, notícias policiais!

"Ao vivo a programação da Alternativa FM de Itaporã."