Bombeiros de MS são treinados para identificar violência contra mulheres durante resgates

Capacitação ensina militares a reconhecer sinais de agressão, acolher vítimas e acionar a rede de proteção

| TOP MíDIA NEWS/DAYANE MEDINA


Divulgação/CBM
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Situações atendidas inicialmente como quedas ou acidentes podem esconder casos de violência contra mulheres. Para identificar esses sinais durante os resgates, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul está capacitando militares para reconhecer possíveis agressões e garantir atendimento adequado às vítimas.

O treinamento é realizado em parceria com a Fundação Escola de Governo de Mato Grosso do Sul e segue um Procedimento Operacional Padrão, que estabelece orientações desde o recebimento da chamada pelo telefone 193 até o encaminhamento da vítima aos serviços de proteção.

Entre os conteúdos estão a identificação de sinais de violência, a avaliação de riscos, a preservação da privacidade e a comunicação adequada com mulheres em situação de vulnerabilidade.

Segundo o coronel Waldemir Moreira Junior, diretor de Ensino, Instrução, Pesquisa e Educação do CBMMS, os bombeiros frequentemente são os primeiros profissionais a chegar ao local de uma ocorrência.

Por isso, a capacitação busca preparar as equipes para perceber indícios de violência que nem sempre são relatados diretamente pelas vítimas.

O protocolo também orienta os militares a evitar perguntas desnecessárias ou repetitivas, que possam causar constrangimento ou ampliar o sofrimento da mulher.

Quando necessário, os bombeiros deverão solicitar apoio policial e encaminhar a vítima aos serviços de saúde, assistência social e atendimento especializado.

Nos casos envolvendo meninas, o procedimento prevê cuidados específicos, linguagem adequada à idade e acionamento do Conselho Tutelar, conforme a situação.

Capacitação para todo o Estado

O curso está disponível em formato de ensino a distância, permitindo a participação de bombeiros da Capital e do interior.

A formação também aborda a preservação de vestígios, o registro das informações relevantes e a segurança dos profissionais e das vítimas durante o atendimento.

A proposta é ampliar a capacidade de identificação de situações de violência e evitar que mulheres e meninas deixem de receber proteção quando procuram atendimento de emergência.



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