Veado com chifre estranho é avistado no Pantanal de MS e choca biólogos: ‘nunca vi’

Chifre diferenciado de veado pantaneiro chamou atenção e provocou muitas dúvidas

| MIDIAMAX/JOãO RAMOS


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Corriqueiros em avistamentos no pantanal sul-mato-grossense, os veados-campeiros às vezes até passam despercebidos de tão comuns na região. No entanto, um avistamento recente na área da Caiman Pantanal deu holofotes a um mamífero desta espécie por um detalhe diferenciado em sua aparência que, inclusive, gerou debate entre especialistas.

Os chifres exóticos ou “estranhos” deste veado-campeiro chamaram atenção e deixaram o guia e biólogo Fábio Paschoal chocado e intrigado pelos relevos e texturas. Para tentar descobrir a natureza dos “galhos” do animal, o profissional que acompanha turistas em safáris no Pantanal lançou a dúvida.

“Esta semana encontrei um veado-campeiro que chamou minha atenção. Nunca tinha visto um animal com chifres tão diferentes e, depois de muito tempo sem fotografá-los, resolvi fazer um retrato desse cara. Alguém aí já viu algum veado com chifres parecidos com esses?”, questionou o biólogo em publicação nas redes sociais.

Mesmo tendo estudado biologia e convivendo com esses animais no pantanal, o profissional não encontrou uma resposta plausível para a peculiaridade dos chifres. Mas, após a publicação, várias possíveis explicações apareceram.

Uma publicação compartilhada por Fábio Paschoal | Fotógrafo de natureza e guia de safari (fotos) (@fabiopaschoalpantanal)

Chifre de veado deu o que falar

A primeira delas diz que a textura e as bolotas aveludadas no chifre do veado são fungos e que o mamífero provavelmente teria-os contraído ao tomar água e esbarrar os chifres na água. Porém, apesar de ser a “bola cantada” de muitos, há quem conteste a teoria da contaminação e acredite que se trata apenas do processo habitual da troca de chifres da espécie.

“Não é o veludo normal dos chifres?”, questionou um seguidor de Paschoal, que prontamente respondeu explicando que “todos os anos, os chifres dos veados caem após o período reprodutivo. Quando começam a crescer novamente, são envolvidos por uma pele chamada de velame. Só que o velame normalmente não é assim”, esclarece o biólogo.

Alguns profissionais, inclusive o próprio Paschoal, não descartam a possibilidade do mamífero avistado ter alguma alteração genética. Contudo, entre respostas e teorias, ninguém chegou a uma conclusão.

Desse modo, o chifre diferenciado do veado segue sem uma explicação científica que, certamente, só poderia ser feita caso o animal selvagem fosse recolhido do pantanal sul-mato-grossense e examinado. Como perguntou o próprio biólogo que viu e registrou o mamífero: “alguém aí já viu um desses?”.



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