Análise: simbólica e guerreira, vitória do Fluminense poderia ser mais tranquila do que foi

Tricolor perde quatro chances claras e só sofre até o final por ter cometido erro que trouxe o Grêmio de volta para o jogo. Triunfo é simbólico para Zubeldía e Soteldo

| GLOBOESPORTE.COM / MARCELLO NEVES


Lucho Acosta conduz a bola em partida contra o Grêmio — Foto: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.
publicidade

Cotações

O olhar de quem só vê o placar pode acreditar que a vitória do Fluminense por 2 a 1 sobre o Grêmio, nesta terça-feira, na Arena, foi conquistado no limite. Não foi bem assim. Na verdade, o triunfo dos comandados de Luis Zubeldía poderia ser muito mais tranquilo do que realmente foi — bastava ser mais eficiente. Mas não há motivos para reclamar. Os três pontos conquistados consolidam o excelente momento e carregam mais simbolismos do que o torcedor consegue enxergar.

Basta olhar para as chances de gols perdidas para entender o que foi a partida na Arena do Grêmio. O Fluminense teve quatro oportunidades de matar o jogo e até construir uma goleada. Mas as desperdiçou: uma com Serna, debaixo das traves; outra com Everaldo, que isolou; também teve a de Soteldo, que errou na hora de definir, e vários contra-ataques que não foram encaixados por erros no passe decisivo.

Se os erros confirmam a superioridade do Fluminense, os acertos mostram com mais clareza o quanto esta vitória foi importante. Mais do que três pontos na bagagem, dá para destacar que finalmente Zubeldía conseguiu a sua vitória fora de casa neste Brasileirão. Ou que Soteldo, que substituiu Canobbio, desencantou e começa a corresponder à expectativa que foi criada sobre ele. Também que o time segue embalado às vésperas da semifinal da Copa do Brasil, outro grande objetivo na temporada.

Para além dos gols perdidos, vale ponderar o sofrido. Com 2 a 0 no placar, o Fluminense teve o jogo na mão, mas levou um gol bobo de bola parada que trouxe o Grêmio de volta à partida. Existiu pressão, mas muito mais pela tensão de uma bola ser a do empate do que o adversário ter sido superior. Em 90 minutos, foram apenas quatro chutes contra Fábio. Ainda assim, serve de aprendizado de um erro que não pode se repetir.

+ O mercado do Cartola vai fechar! Monte seu time agora!

+ Compre já seus ingressos para os jogos do Fluminense

Desfalcado, o Fluminense teve que se reorganizar dentro de campo. Natural que não repetisse o nível de atuação das últimas partidas, principalmente a que teve contra o São Paulo, quando goleou por 6 a 0. Já que não teve Thiago Silva, Hércules e Canobbio, as entradas de Ignácio, Nonato e Soteldo obrigaram a equipe a suprir a diferença de estilos. O lado positivo é que todos foram bem.

De um lado, o Tricolor apostou na sua regularidade. Jogadas de proximidade, toque de bola e explorar os corredores dos laterais do Grêmio. Do outro, os gaúchos tinham que Alysson e Arthur como as suas principais jogadas de perigo. Faltava técnica, então a aposta era no talento individual. Obrigaram Fábio a fazer algumas defesas.

Então, Lucho Acosta desequilibrou. Numa bola que parecia sem perigo no meio-campo, o argentino encontrou um belo passe para Serna, que cruzou para Soteldo encerrar a sua seca de mais de 400 dias sem marcar gols. Tiago Volpi deu uma colaborada no lance, mas prevaleceu quem esteve melhor na primeira etapa. O Grêmio teve mais posse de bola, mas a maioria dos lances de perigo eram favoráveis ao Fluminense.

A comprovação disso é que, no último lance da primeira etapa, o Grêmio marcou com André, aproveitando a bola aérea e vencendo Freytes na disputa, mas o VAR anulou o lance por impedimento. Esperava-se apoio, mas vaias foram ouvidas das arquibancadas. Sinal de um clube gaúcho que irritava, enquanto o Fluminense parecia preparado para encontrar a oportunidade de marcar o segundo na partida.

Ela veio, logo no início da segunda etapa. Ao encaixar um contra-ataque de manual, Serna, Everaldo, Lucho Acosta e Soteldo deram show no ataque e uma bela troca de passes parou no fundo das redes. O venezuelano foi o responsável por marcar o segundo gol e praticamente selar a vitória do Fluminense. Porém, não foi isso que aconteceu.

No momento de maior desorganização do Grêmio e com a Arena transformando o apoio em vaias, um gol bobo de bola parada foi sofrido. Escanteio que parou na cabeça de André Henrique, que venceu Fábio. Foi o erro mais grave do Fluminense na partida, que mudou o cenário do jogo. Empolgado, o adversário voltou a pressionar, mais no desespero do que necessariamente com jogadas trabalhadas. A tensão, no entanto, tomou conta.

O Fluminense teve contra-ataques à disposição, mas errou no momento do passe decisivo. Serna teve uma bola embaixo da trave, mas que não concluiu em gol. A cada oportunidade perdida, o Grêmio crescia e seguia tentando lançamentos longos e cruzamentos na área. Uma bola no travessão de Jardiel poderia ter levado ao empate, mas esse lance foi uma fagulha de inspiração num Grêmio tão errático.

Ao apito final, o Fluminense cumpriu o seu objetivo. Os três pontos são fundamentais na briga por uma vaga na fase de grupos da Conmebol Libertadores, mas eles poderiam ter sido obtidos de forma muito mais tranquila.

+ ✅Clique aqui para seguir o novo canal ge Fluminense no WhatsApp



Clique aqui e confira as últimas notícias de Itaporã! 

Siga o Itaporã News no Youtube!

Grupo do WhatsApp do Itaporã News Aberto!

WhatsApp. VIP do Itaporã News clicando aqui!"

WhatsApp do Itaporã News, notícias policiais!

"Ao vivo a programação da Alternativa FM de Itaporã."