Região
Na fila do SUS, criança aguarda cirurgia no olho enquanto lesão cresce e preocupa mãe
Calázio cresceu no olho e pode até afetar visão e aprendizado na escola, se não solucionado
| TOP MíDIA NEWS/DAYANE MEDINA
Diagnosticado com calázio, no olho esquerdo, aos 7 anos, Miguel de Oliveira, espera por uma cirurgia e pode ter a visão prejudicada, além do aprendizado na escola, se não for feita a tempo, em Campo Grande. Preocupada por não ter condições financeiras de arcar pelo particular, a assistente educacional, Mayra da Silva, 33 anos, teme que o filho seja prejudicado de alguma forma.
A inflamação que provoca o surgimento de um nódulo na pálpebra foi avaliada por vários médicos até que um deles chegou a conclusão da necessidade de cirurgia.
De acordo com Mayra, o problema começou de forma discreta. “Apareceu uma bolinha bem pequenininha e branca. Achei que fosse um terçol”, relata. Com o passar do tempo, o nódulo aumentou de tamanho e preocupou a mãe.
Mayra conta que buscou atendimento em pelo menos três consultas médicas, mas o diagnóstico não foi definido inicialmente. “Uns médicos diziam que poderia ser um terçol, outros falavam que não era, mas ninguém sabia explicar direito”, afirma. Em uma das avaliações, Miguel chegou a receber prescrição de ibuprofeno e xarope, sem apresentar melhora no quadro.
Sem evolução, a mãe pagou uma consulta particular com um pediatra, que identificou o calázio e explicou que o caso exigia cirurgia. “Ele falou que era tipo um ‘tumorzinho’, um cisco, e que só com cirurgia resolveria”, conta.
Segundo a mãe, orientações inadequadas no início do tratamento podem ter contribuído para o agravamento do problema. “Mandaram fazer compressa com água gelada, mas depois descobri que o correto era água morna, que poderia ajudar a expelir. Usei antibióticos que passaram, mas nada resolveu”, diz.
Após o diagnóstico, Miguel recebeu encaminhamento pelo SUS para consulta com oftalmologista, mas até o momento não foi chamado.
A demora preocupa a família, que teme impactos no aprendizado da escola. “Está crescendo cada vez mais. Tenho medo de afetar a visão dele e até o aprendizado na escola”, desabafa Mayra.
A reportagem entrou em contato com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) para obter informações sobre o atendimento e a fila de cirurgias oftalmológicas pediátricas pelo SUS. Até a publicação desta matéria, não houve retorno.
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