Crianças sentem fedor de merenda e passam mal em escola do Coopatrabalho

Denúncia vem de familiar de uma aluna e cita outras crianças com náusea

| TOP MíDIA NEWS/THIAGO DE SOUZA


Criança relata cheiro podre da comida / Repórter Top e Maicon Nogueira
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Familiar de uma aluna da Escola Municipal Hilda de Souza Ferreira denunciou problema relacionado à merenda escolar, no Coopatrabalho, em Campo Grande. O cheiro podre do alimento teria causado enjoo nos pequenos.  

A parente gravou vídeo trazendo o relato da criança sobre a situação ocorrida no período da manhã. Na gravação, ela questiona como estava a comida e como a menina reagiu.  

''Eu não consegui comer porque o cheiro da comida estava fedido... Eu só comi duas bananinhas'', diz a pequena no relato à mãe. Na sequência, mais uma vez após ser perguntada pela adulta, revelou que outra menina da sala ficou com ânsia de vômito e uma professora de acompanhamento especial levou essa criança ao banheiro. 

Em outro trecho, a reclamante aponta que a coordenadora e diretora da unidade supostamente teriam entrado na sala de aula e pedido para que os pequenos não reclamassem sobre o alimento para os pais. 

''Elas [diretora e coordenadora] disseram que a comida da escola está uma delícia e para não reclamar com os pais'', diz o relato da familiar. Na visão da reclamante, o suposto objetivo da direção da escola seria deixar as crianças com medo de relatar os casos. 

Na denúncia, a mulher que expõe o caso diz que a mãe da criança a levou ao médico e iria procurar saber do resultado da consulta. 

De novo

Se confirmada, esta será a segunda ocorrência de problema na refeição em pouco mais de um mês. Em 9 de julho, o TopMídiaNews reportou um caso parecido, ocorrido, segundo a denúncia, no dia 7 daquele mês. À época, foi dito por mães de alunos que algumas crianças sentiram fortes dores no estômago e episódios de vômito. Os familiares gravaram relatos das crianças contando sobre a alimentação servida na escola.

O caso gerou repercussão e motivou fiscalização do vereador Maicon Nogueira (PP). O parlamentar disse ter constatado que a merendeira estaria trabalhando sozinha há cerca de 15 dias e relatou limitações na estrutura disponível para o preparo e armazenamento dos alimentos. 

''A senhora sem condições de trabalho não consegue atender da forma que precisa. Quem cuida da alimentação das nossas crianças também precisa ter estrutura e apoio'', afirmou Maicon. O vereador também destacou que profissionais da limpeza estariam auxiliando a merendeira diante da situação. 

Entramos em contato com a Prefeitura de Campo Grande. O espaço segue aberto. 



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