Se Flávio superar Lula no primeiro turno, o segundo já está definido? A análise de diretor da Quaest

Guilherme Russo afirma que uma eventual vitória do senador na primeira rodada deixaria o petista em situação 'muito complicada'

| VEJA / REDAçãO


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Uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro sobre Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno mudaria a configuração da disputa presidencial no segundo, segundo Guilherme Russo, diretor de Inteligência da Quaest. Em entrevista ao programa VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal, com participação do editor de política de VEJA, José Benedito da Silva, Russo afirmou que a matemática da transferência dos votos dos demais candidatos favoreceria o senador. (este texto é um resumo do vídeo acima)

Na nova pesquisa Quaest, Lula aparece com 37% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33% de Flávio Bolsonaro. A diferença está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. No segundo turno, o senador aparece numericamente à frente, com 42%, contra 41% do presidente.

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Por que a liderança de Flávio no primeiro turno faria diferença?

A explicação de Russo parte da distribuição do eleitorado que hoje está atrás dos dois primeiros colocados. Augusto Cury aparece com 6%, Ronaldo Caiado com 4%, Renan Santos com 3% e Romeu Zema e Samara Martins com 1% cada.

“Quando a gente olha para os candidatos que estão em terceiro, quarto e quinto, a maior parte desse eleitorado tende a votar no Flávio”, afirmou Russo. Por isso, na avaliação do diretor da Quaest, seria importante para Lula terminar a primeira rodada à frente do senador.

O cenário projetado pelo entrevistado não significa que o resultado de um eventual segundo turno esteja matematicamente definido. A análise é sobre a distribuição das preferências dos eleitores que hoje estão com os demais candidatos e sobre como essa migração poderia alterar a disputa entre Lula e Flávio.

O que aconteceria se Flávio terminasse o primeiro turno na frente?

Para Russo, o presidente precisaria abrir alguma vantagem sobre Flávio já na primeira rodada para ter condições de absorver uma parcela suficiente dos votos dos demais candidatos na etapa seguinte.

“Se houver uma vitória de Flávio no primeiro turno, aí a situação do presidente vai ficar muito complicada”, afirmou. Segundo ele, a própria divisão do eleitorado, em um ambiente de polarização, dificulta uma reversão desse quadro.

A pesquisa mostra que os candidatos que aparecem atrás de Lula e Flávio têm perfis eleitorais distintos. Durante a entrevista, Russo já havia observado que Renan Santos possui um voto mais ideológico, enquanto Caiado concentra uma parcela de sua força eleitoral em Goiás. Augusto Cury foi descrito pelo diretor como o candidato mais centrista.

A disputa de segundo turno ficaria menos equilibrada?

Na avaliação de Russo, sim, caso a tendência observada nas semanas anteriores se mantenha e Flávio consiga chegar à frente no primeiro turno. “Se continuar essa tendência, como vinha acontecendo há duas semanas, a gente, digamos, teria uma eleição de segundo turno até menos parelha, menos disputada do que a tendência hoje entre Lula e Flávio”, afirmou.

O levantamento atual, porém, mostra uma disputa praticamente empatada na segunda rodada: 42% para Flávio e 41% para Lula. A margem de erro é de dois pontos percentuais, e a pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre os dias 17 e 20 de setembro, com nível de confiança de 95%.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do telejornal VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.



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